Texto: BOYD, D. Social Network Sites as Networked Publics. In PAPACHARISSI,
Zizi (ed.). A Networked Self: Identity, community, and culture on Social
Network Sites. New York: Routledge, 2011(p. 48-67).
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Por Pedro Cordier e Sílvia Dantas
Sobre o autor:
BOYD, D. M. é pesquisadora sênior da
Microsoft Pesquisas, Professora Assistente e
pesquisadora em Mídia, Cultura e
Comunicação na Universidade de Nova York, pesquisadora visitante na Harvard Law
School, fellow no Harvard's Berkman Center, professora adjunta na Universidade
de Nova South Wales.
Desenvolve estudos centrados em como
os jovens usam a mídia social em suas práticas
cotidianas. Examina como meios de
comunicação social, as práticas da juventude, as tensões
entre público e privado, sites de
redes sociais e outras interseções entre tecnologia e sociedade.
http://www.danah.org/
Objetivos do capítulo:
Observando as dinâmicas sociais nos espaços públicos nas redes sociais a partir
de uma etnografia, o texto mostra diversas particularidades estruturais do meio
online e como essas particularidades interferem nas interações humanas, tendo como
objetivo, mapear a arquitetura de públicos em rede e mostrar como as affordances
desses públicos são informadas pelas propriedades de bits, destacando as
dinâmicas comuns que surgem a partir dessas possibilidades. Uma outra abordagem
encontrada no texto foi a identificação de pontos de convergência e divergência
entre as interações mediadas por computador e tal dimensão física, tudo
discutido a partir de conceitos como “público” e “privado”.
Argumentação Central:
O compartilhamento de informações, não só por parte de profissionais, mas,
pelos públicos em rede, que são reestruturados pelas tecnologias em rede e
passam a ser, simultaneamente, o espaço construído através das redes online e o
coletivo imaginado, que emerge como resultado da interseção entre as pessoas,
tecnologia e prática, permitindo às pessoas se reunirem para fins sociais,
culturais e cívicas e se conectarem com um mundo que vai além dos seus amigos
íntimos e familiares, possibilitando novas dinâmicas de interação. Compreender
as propriedades, affordances e dinâmicas comuns a públicos em rede,
constitui um quadro útil para trabalhar a lógica das práticas sociais.
Tópico 1 - Constituição dos públicos
e públicos em rede: "Público" vem a ser um
conjunto de pessoas que compartilham "uma compreensão comum do mundo, uma
identidade compartilhada, uma reivindicação de inclusão, um consenso quanto ao
interesse coletivo" (Livingstone, 2005, p. 9). Com base nisso, público
pode ter diversas dimensões, desde um grupo de familiares até uma nação. No entanto,
como Benedict Anderson (2006) argumenta, a noção de uma público é, em muitos
aspectos uma "comunidade imaginada". Estudos de mídia oferecem uma
perspectiva diferente sobre a noção de que constitui um público. O público
produzido pela mídia é, muitas vezes por sua própria natureza um público, mas
não necessariamente, passivo. Segundo Mizuko Ito, "públicos podem ser
reatores, (re) criadores e (Re) distribuidores, da prática de cultura e
conhecimento compartilhadas por meio do discurso e troca social, bem como
através de atos de recepção de mídia "(Ito, 2008, p. 3). Nancy Fraser
afirma que os públicos não são apenas um site do discurso e da opinião, mas
"arenas para a formação e representação das identidades sociais
"(Fraser, 1992). Mizuko Ito introduz ainda, a noção de que os públicos em
rede possam "fazer referência a um conjunto articulado de desenvolvimento
social, cultural e tecnológico que têm acompanhado o crescente compromisso com
a versão preliminar digital em rede. Em suma, os públicos em rede são públicos
que são reestruturados pelas tecnologias em rede, que são, simultaneamente, um
espaço e um conjunto de pessoas.
Tópico 2 - Como se formam as
propriedades de Bits e Átomos: No senso comum, a arquitetura
tipicamente evoca a imagem do desenho de estruturas físicas, edifícios,
estradas, jardins e espaços, mesmo. A arquitetura é vista, muitas vezes, como
parte da engenharia e configurada, socialmente, como algo projetado para ser
funcional, esteticamente agradável, e influente na forma como as pessoas
interagem umas com as outras. A palavra
arquitetura também é usada em círculos técnicos par ase referir à organização
de códigos que produz ambientes digitais. A arquitetura também pode servir como
uma lente conceitual importante, através da qual se pode compreender as
diferenças estruturais nas tecnologias em relação à prática (Papacharissi,
2009). Porém, as estruturas físicas são uma coleção de átomos, enquanto
estruturas digitais são construídas a partir de bits. As propriedades
subjacentes de bits e átomos, fundamentalmente distinguem estes dois tipos de
ambientes, definindo quais os tipos de interações são possíveis, e a forma como
as pessoas se envolvem nesses espaços. Ao olhar para como o código configura os
ambientes digitais, tanto Mitchell quanto Lessig destacam as formas pelas quais
as arquiteturas digitais são forças estruturais. A diferença entre bits e
átomos como blocos de construção de arquitetura é fundamental para as maneiras
pelas quais públicos em rede são construídos de forma diferente dos outros
públicos. Nicholas Negroponte (1995) mapeou algumas diferenças fundamentais
entre bits e átomos para argumentar que a digitalização poderia alterar
radicalmente a paisagem de informação e mídia. Ele destacou que os bits podem
ser facilmente duplicados, comprimidos e transmitidos através de fios; uma
mídia que é construída a partir de bits está mais para uma versão em rascunho.
Mitchell (1995) argumentou que os bits não simplesmente mudam o fluxo de
informações, mas elas alteram a arquitetura da vida cotidiana. Através de
tecnologia de rede, as pessoas já não são moldadas apenas pelas suas
habitações, mas por suas redes (Mitchell, 1995, p. 49). Públicos em rede não
são apenas públicos interligados em rede, mas são públicos que foram transformadas
pela mídia em rede, suas propriedades e seu potencial.
Tópico 3 - Características dos sites
de redes sociais: Sites de redes sociais são
semelhantes a muitos outros gêneros de mídias sociais e comunidades online que
suportam comunicação mediada por computador, mas, o que define esta determinada
categoria de sites é a combinação de características que permitem aos
indivíduos construir um perfil público ou semi-público dentro de um sistema
limitado, articular uma lista de outros usuários com quem compartilhar uma
conexão e percorrer conexões feitas por outros dentro do sistema (boyd e
Ellison, 2007). Quatro tipos de recursos desempenham um papel de destaque na
construção de sites de redes sociais como rede públicos: perfis, listas de
amigos públicas, ferramentas de comunicação pública e fluxo baseado em
atualizações. Estas características diferentes mostram como os bits são
integrados à arquitetura de públicos em rede. Os perfis não são exclusivos para
sites de redes sociais, mas, são fundamentais para as pessoas, conscientemente,
criarem seus perfis para serem vistos pelos outros. Além de ser um espaço de
auto-representação, os perfis são um lugar onde as pessoas se reúnem para
conversar e compartilhar. Como resultado, os participantes não têm completo controle
sobre a sua auto-representação. Embora os perfis do site de rede social possa
ser acessível a qualquer um - "verdadeiramente público" - é comum
para os participantes limitar a visibilidade de seus perfis, tornando-os
semi-públicos. Em sites de redes sociais, os participantes articulam com quem
deseja se ligar e confirmar laços com aqueles que desejam se conectar com eles.
Essas ligaçoes precisam ser mutuamente confirmadas antes de serem exibidas.
Essa lista é visível para qualquer pessoa que tem permissão para ver o perfil
dessa pessoa e é tanto política quanto social. A maioria dos participantes
incluem todos os que eles consideram uma parte de seu mundo social. Isto pode
incluir amigos atuais e passados, conhecidos como laços periféricos, ou pessoas
que o participante mal conhece, mas se sente compelido a incluir. Esses
participantes esperam ter seu conteúdo acessado e interagir com essas pessoas.
A lista de amigos serve como o público pretendido. A ferramenta mais comumente
utilizada para encontros públicos são aquelas destinadas aos comentários,
recursos que exibem conversas no perfil de uma pessoa. Os comentários são
visíveis para qualquer pessoa que tenha acesso a esse perfil da pessoa e os
participantes usam este espaço para interagir com indivíduos e escalões
etários. Através de comentários mundanos, os participantes estão reconhecendo
um ao outro em um público como se saudassem uns aos outros quando se encontram
na rua. Os comentários não são simplesmente um diálogo entre dois
interlocutores, mas um desempenho de conexão social diante de um público mais
amplo. Ao fazer isso, os participantes tem a sensação do público construído por
aqueles com quem eles se conectam. Juntos, perfis, listas de amigos e os vários
canais de comunicação públicos, definem o palcoe para as maneiras pelas quais
sites de redes sociais podem ser entendidas como públicos.
Tópico 4 - Affordances estruturais
dos públicos em rede: Tecnologias de rede introduzem novas
affordances para a gravação, amplificação e divulgação de informações e
ações sociais. Estas affordances podem moldar públicos e negociá-los.
Elas podem remodelar públicos tanto diretamente como através das práticas que
as pessoas desenvolvem diante das possibilidades. Quatro affordances que
emergem das propriedades dos bits, desempenham um papel significativo na
configuração dos públicos em rede:
• Persistência: expressões
on-line são automaticamente gravadas e arquivadas - Enquanto as conversas
faladas são efêmeras, inúmeras tecnologias e técnicas têm sido desenvolvidos
para capturar os momentos e torná-los persistente. Tecnologias da Internet
seguem uma longa linha de inovações nesta área. O que é capturado e gravado são
os bytes que são criados e trocados através da rede. Entendemos o que foi
produzido como produzido pela primeira vez? Isto é bastante improvável. O texto
e a multimídia podem ser persistentes, mas, podem perder a sua essência quando
consumidos contexto em que foi criado.
• Replicação: conteúdo feito
de bits pode ser duplicado - A imprensa transformou a escrita porque permitiu a
fácil reprodução do notícias e informações, aumentando a circulação potencial
de tal conteúdo (Eisenstein, 1980). Como bits podem ser reproduzidos mais
facilmente do que os átomos, cópias são inerentes a estes sistemas. Num mundo
de bits, não há maneira de diferenciar o bit original a partir do duplicado. E,
porque bits pode ser facilmente modificado, o conteúdo pode ser transformado de
maneira a dificultar a identificação de qual é a fonte e qual é a alteração.
• Escalabilidade: a
visibilidade potencial de conteúdos em rede públicos é grande - A tecnologia
permite uma distribuição mais ampla, quer através do reforço que pode acessar o
evento em tempo real ou alargamento do acesso às reproduções do momento. A
Internet introduziu novas possibilidades para distribuição; os blogs só
permitiram a ascensão do jornalismo popular (Gillmor, 2004). Porém, a
propriedade de escalabilidade pode, não necessariamente, escalar o que as
pessoas querem ter escalado ou o que eles acham que deve ser escalado, mas o
que o coletivo escolheu para ampliar.
• pesquisabilidade: conteúdo
de públicos em rede podem ser acessados através de busca - A introdução de
pesquisa via motores de busca está radicalmente reformulando as maneiras pelas
quais informações podem ser acessadas. Pesquisar tornou-se uma atividade comum
entre os usuários da Internet. Pesquisas faz encontrar pessoas em públicos em
rede através de GPS habilitado, dispositivos móveis e diversas outras práticas
que vão se tornando parte de outros aspectos vida cotidiana.
Tópico 5 - Dinâmicas centrais nos
públicos em rede: As affordances de públicos em
rede introduzem uma nova dinâmica com a qual os participantes devem lidar.
Muitas dessas dinâmicas não são novas, mas elas nunca foram tão geralmente
experimentadas. Analisando como a mídia de transmissão transformou a cultura,
Josué Meyrowitz (1985) articula que as propriedades dos meios alteram ambientes
sociais e, assim, influenciam as pessoas e seu comportamento. Ele analisou que
a transmissão de mídia e a capacidade de retrabalho, reconfigurada em escala
pública, alterou os papéis que as pessoas desempenham na sociedade, complicando
as fronteiras entre público e privado, desmoronandos contextos sociais
distintos e rompendo a relevância do lugar físico em que circunscreve públicos.
Três dinâmica desempenham um papel central na formação públicos em rede:
• As audiências invisíveis:
nem todas as audiências são visíveis quando uma pessoa está contribuindo
online, nem são necessariamente co-presentes.
• Contextos Recolhidos: a
falta de limites espaciais, sociais e temporais, dificultm a manutenção de
contextos sociais distintos.
• As indefinições de público e
privado: sem controle sobre o contexto, público e privado se tornam
binários e sem sentido. São escalados de novas maneiras e são difíceis para
manter como distintos.
Tópico 6 - Indefinição de público e
privado: Onde estão os limites? Os públicos como rede permitem
interações sociais em todos os níveis. O efeitos dessas dinâmicas são sentidos
em níveis muito mais amplos do que os sentidos por meios de transmissão e a introdução
de outras formas de comunicação para os públicos. Eles alteram práticas que são
voltados para uma ampla visibilidade e complicam - e muitas vezes tornam
pública - interações que nunca pretendeu ser verdadeiramente pública. Isso
decorre da variedade de formas de mídia em rede que, como transmissão de mídia
(Meyrowitz, 1985), confunde público e privado em formas complicadas. A
privacidade está, simplesmente, em um
estado de transição, com as pessoas tentando fazer sentido na negociação das
transformações estruturais resultantes da mídia em rede. As pessoas valorizam a
privacidade, por razões diversas, incluindo a capacidade de ter controle sobre
informações sobre si e sua própria visibilidade (Rossler, 2004, pp 6-8).
Definir e controlar as fronteiras em torno público e privado pode ser bastante
difícil em uma sociedade em rede, especialmente quando alguém está motivado
para divulgar algo que é aparentemente privado ou quando a tecnologia dificulta
a capacidade das pessoas para controlar acesso e visibilidade. Precisamos
examinar as estratégias das pessoas para a negociação de versão preliminar de
controle em face de condições estruturais que complicam a vida privada e
repensar a nossa binária concepção de público e privado. Enquanto público e
privado são, certamente, um fluxo, a privacidade dificilmente será simplesmente
ignorada.
Tópico 7 - Transformação de
públicos: As mudanças trazidas pelas
tecnologias de rede são mais difundidas do que os de mídias anteriores. Como o
conteúdo e as expressões trazidas pelos públicos em rede é persistente e
replicável por padrão, a possibilidade de atos sendo escalado, achado, e assim,
visto, é intensificado. Espaços físicos são limitados pelo espaço e pelo tempo,
mas, online, as pessoas podem ligar uns aos outros através de grandes
distâncias e se envolver assincronamente com conteúdo produzido ao longo de
períodos prolongados. Isto permite às pessoas, trabalhar em torno de barreiras
físicas e reduz o custo de interagir com pessoas em lugares distantes. No
entanto, ao mesmo tempo, muitas pessoas são desmotivado para interagir com
estranhos distantes; sua atenção está focada no que os rodeiam. Andy Warhol
argumentou mídia que a massa garantiria que, "no futuro todo mundo será
famoso por quinze minutos" (Hirsch et al., 2002). No entanto, num ambiente
em que o teor produzido por amigos se envolve, dentro das mesmas tecnologias,
com observação das loucuras de uma celebridade, os indivíduos encontram-se
incorporados na economia da atenção, como consumidores e produtores. Enquanto
as novas mídias podem ser reproduzidas e ampliadas, isso não aborda as maneiras
pelas quais a atenção é um recurso limitado. Aqueles que utilizam meios de rede
para contribuir com a divulgação de notícias seletivamente, podem amplificar
histórias introduzidas por meios de comunicação tradicionais, replicando em
focos culturais (Zuckerman, 2008). Embora a rede de apoio públicos aja na
divulgação em massa, a dinâmica de "contágio de mídia" (Marlow, 2005)
mostra que o espalhamento depende da estrutura social subjacente aos públicos
em rede. Em outras palavras, escalabilidade é dependente mais do que apenas das
propriedades de bits.
Tópico 8 - Implicações para a
Análise: As affordances de públicos em
rede e as dinâmicas que emergem são resultantes
e transformam os públicos. Assim, a dinâmica mapeada aqui, não irá
simplesmente ser constrangida para o domínio do mundo digital, mas será parte
da vida cotidiana. A ascensão de sites de rede social introduziu populações
cada vez maiores para as provações e tribulações de navegar enquanto públicos
em rede. Muitas das lutas que tomam lugar em sites de redes sociais são
moldadas pelas propriedades de bits, as affordances da versão
preliminar. Participantes estão implícita e explicitamente concorrendo com
estas affordances e dinâmicas como uma parte central de sua
participação. Em essência, as pessoas estão aprendendo a trabalhar dentro das
limitações e possibilidades da arquitetura mediada e a navegar em estruturas
como parte de suas vidas diárias.
Tópico 9 - Conclusões: As
abordagens de Boyd, concentram-se nas maneiras com que as tecnologias em rede
se estendem e abrangem os públicos em todas as suas formas. O que distingue
públicos em rede a partir de outros tipos de públicos é a sua estrutura
subjacente. Tecnologias em rede, reorganizam o público, como a informação flui
e como as pessoas interagem com a informação e com as outras. Em essência, a
arquitetura dos públicos em rede os diferencia das mais tradicionais noções de
públicos. Em relação às propriedades de bits, elas regulam a estrutura dos
públicos em rede, o qual, por sua vez, introduzem novas práticas e formas
possíveis às interações que ocorrem, o que pode ser visto na arquitetura de
todos os públicos em rede, incluindo sites de redes sociais. Em relação aos
sites de redes sociais, são públicos, tanto por causa das maneiras pelas quais
eles se conectam pessoas em massa e por causa do espaço que proporcionam para
interações e informações. Eles são públicos em rede por causa das maneiras com
que se formam e como são configurados pelas redes de tecnologias. Os
adolescentes podem fazer e desenvolver estratégias para a gestão das
complexidades sociais destes ambientes. Em alguns aspectos, os adolescentes
estão mais preparados para abraçar públicos em rede, porque muitos estão
vivendo essa época e vivenciando suas affordances. Adultos, por outro
lado, muitas vezes encontram os deslocamentos provocadas por públicos em rede
como sendo confuso e desconfortável, porque eles são mais agudamente
conscientes das maneiras pelas quais as suas experiências com a vida pública
estão mudando. No entanto, mesmo os adultos estão se ajustando a essas mudanças
e desenvolvendo as suas próprias abordagens para reconfigurar a tecnologia para
atender suas necessidades. Como sites de redes sociais e outros gêneros
emergentes da mídia social se tornam dominantes, as affordances e
dinâmicas de públicos em rede podem lançar luz sobre por que as pessoas se
envolvem e sobre a forma como eles fazem. Assim, tendo os elementos estruturais
de públicos em rede em conta ao analisar o que se desenrola pode fornecer um
valioso quadro interpretativo.
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